Não sei quem sou,
Não sei o que faço,
E o que faço,
Não sei para que serve.
Tudo o que fiz
Faz parte do passado,
Não me importa o que foi feito,
Foi feito
Porque era preciso fazer.
Vou continuar
A fazer coisas,
Não importa o quê,
Porque o que for feito
Para nada serve,
Porque não sei,
Quem sou.
Penso na liberdade absurda,
E transmito o que não sei,
Crio imagens e coisas,
Que não sei de onde vêm,
Vou não sei para onde,
E ando sem destino,
Até quando não sei,
Um dia tudo para,
E o silêncio é tudo.